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Trens e bondes ultraleves: a aposta do Reino Unido para baratear o VLT e levá-lo a cidades médias
Trens e bondes ultraleves: a aposta do Reino Unido para baratear o VLT e levá-lo a cidades médias
Fonte principal: Light Rail Now - light rail transit (LRT), trams, tramways, streetcars, rail transit, Innovative very light trains and trams to come from the United Kingdom? - Urban Transport Magazine, VLT de Brasília revoluciona transporte urbano com inovação elétrica - O Cafezinho · Por Redação Mundo Trilhos
Os trilhos são a geometria material do futuro, e o Reino Unido está à frente na criação de soluções inovadoras para sistemas de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) que podem transformar a mobilidade urbana.
Os trilhos são a geometria material do futuro, e o Reino Unido está liderando a inovação com o desenvolvimento de trens e bondes ultraleves. Essa iniciativa promete viabilizar sistemas de VLT para cidades de médio porte, reduzindo drasticamente os custos e o peso dos veículos. Embora o foco esteja no Reino Unido, as inovações têm implicações diretamente relevantes para cidades brasileiras como Brasília e a Baixada Santista, onde os custos de implantação representam um desafio significativo. Segundo a «Urban Transport Magazine», o Reino Unido busca um alto grau de competitividade em termos de investimento e custos operacionais de transporte público.
O projeto principal, o Very Light Rail National Innovation Centre (VLRNIC), está localizado em Coventry e Dudley, no Reino Unido. O centro já foi inaugurado em 2021 e conta com oficina de protótipos, pista de testes e laboratórios. As pistas de teste já estão em operação desde 2022, permitindo o início dos testes dos protótipos ‘Shuttle’ e ‘Revolution’.
O ‘Shuttle’ tem 11 m de comprimento e pesa cerca de 1,1 t/m, enquanto o ‘Revolution’ tem 18 m de comprimento e um preço-alvo entre £1,2–1,5 milhão, cerca de metade do mercado atual. O ‘Shuttle’ é particularmente inovador, pois sua via permanente dispensa grandes desvios de utilidades subterrâneas, permitindo um assentamento rápido e barato. Isso significa que o custo por km de linha pode ser reduzido para cerca de £10 milhões, em comparação com os £25–50 milhões/km tradicionais, tornando o sistema mais acessível para cidades menores.
Coventry, por exemplo, planeja uma linha de 7 km ligando a estação ferroviária ao Hospital Universitário (UHCW). O investimento adicional de £44,2 mi da West Midlands Combined Authority (WMCA) visa desenvolver o sistema de automação de veículos leves sobre trilhos e financiar a construção da primeira linha. A cidade concluiu que a mudança modal, afastando-se dos carros, é a única forma de reduzir a congestão e as emissões, algo que já foi demonstrado em cidades com sistemas de tramways.
No Brasil, o VLT de Brasília é um exemplo de inovação similar. Com um orçamento total do sistema até 2026 de R$ 3,8 bilhões, o sistema utiliza catenária aérea convencional. O uso dessa tecnologia não apenas mantém a integridade visual da capital, mas também representa um avanço em termos de eficiência energética e engenharia, minimizando o impacto visual e ambiental.
A Baixada Santista também está explorando a implementação de um sistema VLT. O projeto, desenvolvido pela SYSTRA Vetec, inclui a consolidação do Projeto Funcional do Sistema Integrado Metropolitano (SIM) e a elaboração do Projeto Básico do trecho Barreiros-Porto. O objetivo é criar uma rede de transporte público eficiente e sustentável, integrando diferentes modais e melhorando a mobilidade na região.
A inovação em VLT no Reino Unido e suas aplicações no Brasil demonstram o potencial dessas tecnologias para transformar a mobilidade urbana. Com a redução de custos e o peso dos veículos, cidades de médio porte podem se beneficiar de sistemas de transporte modernos e eficientes, promovendo a sustentabilidade e a qualidade de vida.
Assinatura: Redação
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